terça-feira, 22 de junho de 2010

INDAGAÇÕES







Como é o corpo?
Como é o corpo da mulher?
Onde começa: aqui no chão
Ou na cabeleira, e vem descendo?
Como é a perna subindo e vai subindo
Até onde?
Vê-la num corisco é uma dor
No peito, a terra treme.
Diz-que na mulher tem partes linda
E nunca se revelam. Maciezas
Redondas...

Por que dentro do vestido muitos outros
vestidos e brancuras e engomados,
Até onde? Quando é que já sem roupa
É ela mesma, só mulher?


Poema de Carlos Drummond de Andrade.

Fotos Juliana Germano

3 comentários:

Bié disse...

amiga ainda tinha dúvida de colocar no orkut., ta lindo isso., adorei os efeitos e acho que brincar com o sépia e os objetos escolhidos., ao menos a mim., me remeteu aos anos 20., que foi lindissimo com perolas e rosas brancas., o poema escolhido então uma 'arte' a parte., já o conhecia e acho que o complemento de fotos e letra, foi escandalosamente magnifico. ai amiga vc é artista por completo e teem um feeling ainda maior que qalqer um imagina! parabéns e acho que deve sim divulgar. e continuar com novas fotos.!ee jogar no flickr que teem público esperando vc lá certeza disso.

JULIANA GERMANO FARIAS disse...

Brigada Amigo...
Vc é fofo demais,eu adoro esse efeito sépia por que remete a essa nossa paixão pelo vintage pela década de 20 e tudo mais.
Me aguarde que da cabecinha de onde saiu este ensaio, virão muitos outrosssssss...hihihihi

JULIANA GERMANO FARIAS disse...
Este comentário foi removido pelo autor.